segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Melhores do mundo.

Depois de conquistar o campeonato ingles, a Liga dos Campeões da Europa e o Mundial Interclubes com o Manchester United, em 2008, o atacante Cristiano Ronaldo faturou o prêmio de melhor jogador do mundo, entregue pela Fifa, em Zurique, na Suíça, nesta segunda-feira.
Natural de Funchal, na Ilha da Madeira, Cristiano começou a carreira no Sporting. Com apenas 17 anos, o jogador se transferiu para o Manchester United. A temporada 2007/2008 foi o auge do atleta. Além dos títulos, ele foi artilheiro da Premier League, com 28 gols.

É verdade que o português teve sua melhor fase no início do ano de 2008, e no final ele caiu um pouco de produção, sendo contestado por todos os seguidores do futebol dele. Mais contestado ainda nos clássicos e jogos decisivos em que todos cobravam uma atuação de melhor jogador do mundo e não era o que se via. Mesmo assim, ser eleito melhor do mundo foi muito merecido principalmente por ser decisivo na Liga dos Campeões

Cristiano Ronaldo, que recebeu o prêmio das mãos de Pelé, superou Lionel Messi, do Barcelona, Kaká, do Milan, vencedor no ano passado, e os espanhóis Xavi, do Barcelona, e Fernando Torres, do Liverpool. Ele, que havia ganho a Bola de Ouro, da Revista France Football, foi o segundo português a conquistar a premiação de melhor do mundo, após Luis Figo faturar em 2001.
Pelo feminino, foi o óbvio, a brasileira Marta foi escolhida pela terceira vez consecutiva a melhor jogadora do mundo, e ficou muito emocionada ao receber o prêmio.








Na foto: Xavi, Fernando Torres, Cristiano Ronaldo, Lionel Messi e Kaka






Marta é eleita pela terceira vez a melhor jogadora do mundo pela Fifa

domingo, 11 de janeiro de 2009

Pré temporada no São Paulo.

Os jogadores e comissão técnica se apresentam nessa segunda-feira para iniciarem os trabalhos da pré-temporada. Trabalhos que começam bem depois dos concorrentes que irão disputar o campeonato paulista. O que podemos ter certeza é que o planejamento já está traçado e a comissão técnica sabe exatamente como iniciará os trabalhos. O preparador físico, Carlinhos Neves, deve seguir os mesmos procedimentos que tem dado certo nos últimos anos. Antes de começar os trabalhos, Carlinhos pede a equipe de fisioterapeutas uma avaliação de força e equilíbrio muscular dos atletas. Eles também discutem o desempenhos dos jogadores no ano anterior e o que precisa ser melhor trabalhado para a temporada seguinte. Jogadores que tiveram contusões tem atenção especial.

Ao contrário dos rivais da capital, o São Paulo não viajará para fazer sua pré-temporada. O CT do clube é dono de uma estrutura invejável para poder compensar o "atraso" da preparação.

Uma grande interrogação vem rodeando o clube do Morumbi sobre o fato de ter se desligado da Federeção Paulista. A grande pergunta é se o São Paulo irá colocar os jogadores títulares para disputar o início do campeonato paulista. Alguns membros da diretoria são a favor de fazer uma boa pré temporada, e direcionar esse trabalho aos jogos finais do campeonato paulista e para a libertadores da América.

O São Paulo estréia no campeonato paulista contra o Ituano, dia 21 (quarta feira) às 20h30 no Morumbi.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Recordar é viver. Os menudos do Morumbi.



Em pé:
Fonseca. Gilmar. Vágner. Basilio. Dario Pereyra e Bernardo.
Agachados:
Muller. Silas. Careca. Pita e Sidney.

Time campeão brasileiro em uma decisão dramática contra o Guarani de Campinas.
A vitória saiu através de penaltis.




Nos anos 80, , Muller, Silas e Sidney despontaram para marcar época no São Paulo. Os garotos bicaram o adjetivo que habitualmente persegue as revelações, até mesmo as mais talentosas, e esbanjaram personalidade.

É verdade que não estavam sozinhos. Müller, Silas e Sidney, lançados poucos anos antes do título que se anunciava desde o início da década, tinham companheiros de luxo: a fantástica dupla de zaga formada por Oscar e Darío Pereyra, o veterano Falcão, o experiente Pita, que já havia sido maestro do Santos. Pode-se dizer que não teriam conquistado o título brasileiro sozinhos, mas também é inegável que os “velhinhos” não alcançariam o mesmo sucesso sem o auxílio da voluntariosa garotada.

Dizer que o Tricolor teve sorte em ter uma safra tão promissora é ignorar a competência dos que, à época, lançaram os garotos. Cilinho era o homem certo na hora certa. Não havia métodos revolucionários, como muitos, inclusive o próprio, pregaram por aí. Houve sensibilidade para pinçar os valores corretos e trabalhar adequadamente com eles.

Então experiente, Cilinho soube extrair o melhor de cada um de seus menudos. A mescla com os veteranos, mais uma vez, foi fundamental para o sucesso. O que seria de Silas se Falcão não tivesse dito a ele, na entrada do vestiário, antes da final do Campeonato Paulista de 1985, contra a Portuguesa: “O time deles é bom, mas o nosso é melhor. Não vamos ter medo de ser campeões!”.

O São Paulo vinha de um início de década promissor, soube reconhecer uma boa safra, aprimorar o ponto forte de cada um, como a velocidade de Sidney, a visão de jogo de Silas, e tantos outros que Müller possuía, e dar início a um time vencedor. A conquista do título brasileiro de 1986, nos primeiros meses de 87 (coisas do futebol nacional), foi a consagração definitiva. Pepe, aniversariante do dia da decisão, herdou um time bem formado, com jogadores bem formados. Teve humildade de não substituir seu sucessor, apenas sucedê-lo.

Outro personagem daquela conquista, apesar de menudo do Brinco de Ouro, é o centroavante Careca. E este merece parágrafo especial. Ele era retrato de que o Tricolor também investia na época, não deixava seu futuro a mercê da felicidade de encontrar uma base promissora. E que alívio de pressão isso significava aos meninos! Puderam ascender em paz. Era o retrato que Müller, Silas e Sidney precisavam para lembrar que, em 1978, o companheiro deles havia sido a grande descoberta do único título nacional do Guarani.

E, por ironia do destino, justamente em cima do Guarani, era o pé salvador que a um minuto do final viria a colocá-los, tão jovens, numa das galerias mais seletas do São Paulo Futebol Clube. Quanto devem ter aprendido Muller e Sidney atuando com Careca entre eles? E Silas, tendo o camisa nove à sua frente, uma aula de bom posicionamento por jogo?

A partir dali, diretoria e torcida começaram a sonhar novamente com o título da Libertadores, que batera na trave na década anterior. Mas a decepção sul-americana deixou claro que meninos ganham campeonatos. Mas não qualquer campeonato ou a qualquer instante. A sensação de que tudo viria mediante ao simples desejo, sem tanto esforço, trouxe uma campanha frustrante na competição que, mais tarde, viria a ser o grande objeto de desejo da nação tricolor. Muller e Silas, os dois garotos daquela equipe que posteriormente obtiveram maior projeção, já tinham 21 anos ao conquistarem o bi nacional.

É tudo cada vez mais precoce no que rodeia o futebol brasileiro. O auge físico, a perfeição tática e a técnica apurada são alcançados muito mais cedo. Afinal, a Europa precisa levar jogadores prontos. O São Paulo montou um Centro Formador de Atletas. O nome é mais que sugestivo. Os clubes nacionais são centros vendedores de atletas. O Tricolor, berço dos Menudos, apenas notou que pode lucrar mais se vender um homem, e não um garoto aos 18 anos. Até a cartilha que rege a moradia dos jovens é baseada no que esperam os europeus.

Texto: Alexandre Lozetti



Menudo foi um grupo musical porto-riquenho, um fenômeno em toda a América latina numa extensão comparada apenas aos Beatles no mundo. Tal fenômeno foi o motivo do surgimento do apelido para a garotada do então técnico Cilinho, que futuramente seria substituido por Pepe. Eles encantaram todos os apreciadores do bom futebol.
Hoje o São Paulo colhe frutos que já vem plantando a muito tempo, com categorias de base invejáveis aos olhos de qualquer clube do mundo. O processo de formação e de integração desses jogadores com o grupo principal é prioridade no São Paulo.





quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Filial tricolor no Paraná.



Alex Cazumba, um dos indicados para jogar no Toledo


O São Paulo inova mais uma vez com uma parceria com clube paranaense. A idéia é emprestar jogadores que eram da categoria de base e não estão sendo aproveitados pelo técnico Muricy Ramalho. O clube que fechou a parceria foi o Toledo, e uma lista com mais de dez jogadores foi montada. O técnico do sub-17, Zé Sérgio e uma comissão técnica montada pelo São Paulo, podem ser os encarregados de comandar a equipe do Toledo com a garotada no campeonato paranaense. Jogadores como Sergio Mota e Alex Cazumba foram usados como exemplo, onde se encaixavam no perfil do acordo e poderiam participar do empréstimo. Os jogadores só serão emprestados se for de interesse de cada um participar do campeonato paranaense.


Emprestar jogadores que vem da base não é novidade no São Paulo, e normalmente a idéia vem dando certo. Jean e Hernanes passaram por essa fase, ganharam experiência em outro clube e retornaram ainda melhor para o clube do Morumbi.
Mais uma idéia pioneira da diretoria do São Paulo que já está sendo copiada pelo Paraná Clube, que emprestará jogadores e comissão técnica para o Iguaçu. É importantíssimo que jogadores que vem da base futuramente se integrem ao time principal do São Paulo e diminua os jogadores contratados de outras equipes. As categorias de base tem custo muito alto, estimado em mais de R$ 4 milhões por ano, e por isso precisa render resultados como os recentes jogadores revelados Breno, Hernanes e Jean.






domingo, 4 de janeiro de 2009

Oscar, será o novo Kaka???

O São Paulo estreou neste sábado na copinha com uma grande vitória, mas todos estavam atentos no meia-atacante Oscar. A estréia do São Paulo foi com autoridade numa goleada sobre o Ceará por 5 a 0, onde a equipe paulista jogou de forma bem agressiva, tocando bem a bola com passes rápidos. A postura da equipe foi elogiada pelo técnico tricolor Marcos Vizzolli.
Com gols de Oscar, Júlio Cézar e Bruno Formigoni e dois de Henrique a equipe mostrou o porquê é um dos favoritos a conquista da copinha.
O meia Oscar segue aos passos do ídolo Kaká, não só em campo, mas pelo seu comportamento extra-campo. Os profissionais que trabalham ao redor dele sempre o elogiam, príncipalmente o estilo de jogo, que tem características de um camisa 10, um ótimo passe aliado com uma velocidade impressionante.


Na copa São Paulo não é tão interessante fazer pressão na garotada para focar o título, e sim visar as promessas que futuramente possam se tornar craques e jogar na equipe principal ou ser bem negociado com outras equipes.