domingo, 11 de janeiro de 2009

Pré temporada no São Paulo.

Os jogadores e comissão técnica se apresentam nessa segunda-feira para iniciarem os trabalhos da pré-temporada. Trabalhos que começam bem depois dos concorrentes que irão disputar o campeonato paulista. O que podemos ter certeza é que o planejamento já está traçado e a comissão técnica sabe exatamente como iniciará os trabalhos. O preparador físico, Carlinhos Neves, deve seguir os mesmos procedimentos que tem dado certo nos últimos anos. Antes de começar os trabalhos, Carlinhos pede a equipe de fisioterapeutas uma avaliação de força e equilíbrio muscular dos atletas. Eles também discutem o desempenhos dos jogadores no ano anterior e o que precisa ser melhor trabalhado para a temporada seguinte. Jogadores que tiveram contusões tem atenção especial.

Ao contrário dos rivais da capital, o São Paulo não viajará para fazer sua pré-temporada. O CT do clube é dono de uma estrutura invejável para poder compensar o "atraso" da preparação.

Uma grande interrogação vem rodeando o clube do Morumbi sobre o fato de ter se desligado da Federeção Paulista. A grande pergunta é se o São Paulo irá colocar os jogadores títulares para disputar o início do campeonato paulista. Alguns membros da diretoria são a favor de fazer uma boa pré temporada, e direcionar esse trabalho aos jogos finais do campeonato paulista e para a libertadores da América.

O São Paulo estréia no campeonato paulista contra o Ituano, dia 21 (quarta feira) às 20h30 no Morumbi.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Recordar é viver. Os menudos do Morumbi.



Em pé:
Fonseca. Gilmar. Vágner. Basilio. Dario Pereyra e Bernardo.
Agachados:
Muller. Silas. Careca. Pita e Sidney.

Time campeão brasileiro em uma decisão dramática contra o Guarani de Campinas.
A vitória saiu através de penaltis.




Nos anos 80, , Muller, Silas e Sidney despontaram para marcar época no São Paulo. Os garotos bicaram o adjetivo que habitualmente persegue as revelações, até mesmo as mais talentosas, e esbanjaram personalidade.

É verdade que não estavam sozinhos. Müller, Silas e Sidney, lançados poucos anos antes do título que se anunciava desde o início da década, tinham companheiros de luxo: a fantástica dupla de zaga formada por Oscar e Darío Pereyra, o veterano Falcão, o experiente Pita, que já havia sido maestro do Santos. Pode-se dizer que não teriam conquistado o título brasileiro sozinhos, mas também é inegável que os “velhinhos” não alcançariam o mesmo sucesso sem o auxílio da voluntariosa garotada.

Dizer que o Tricolor teve sorte em ter uma safra tão promissora é ignorar a competência dos que, à época, lançaram os garotos. Cilinho era o homem certo na hora certa. Não havia métodos revolucionários, como muitos, inclusive o próprio, pregaram por aí. Houve sensibilidade para pinçar os valores corretos e trabalhar adequadamente com eles.

Então experiente, Cilinho soube extrair o melhor de cada um de seus menudos. A mescla com os veteranos, mais uma vez, foi fundamental para o sucesso. O que seria de Silas se Falcão não tivesse dito a ele, na entrada do vestiário, antes da final do Campeonato Paulista de 1985, contra a Portuguesa: “O time deles é bom, mas o nosso é melhor. Não vamos ter medo de ser campeões!”.

O São Paulo vinha de um início de década promissor, soube reconhecer uma boa safra, aprimorar o ponto forte de cada um, como a velocidade de Sidney, a visão de jogo de Silas, e tantos outros que Müller possuía, e dar início a um time vencedor. A conquista do título brasileiro de 1986, nos primeiros meses de 87 (coisas do futebol nacional), foi a consagração definitiva. Pepe, aniversariante do dia da decisão, herdou um time bem formado, com jogadores bem formados. Teve humildade de não substituir seu sucessor, apenas sucedê-lo.

Outro personagem daquela conquista, apesar de menudo do Brinco de Ouro, é o centroavante Careca. E este merece parágrafo especial. Ele era retrato de que o Tricolor também investia na época, não deixava seu futuro a mercê da felicidade de encontrar uma base promissora. E que alívio de pressão isso significava aos meninos! Puderam ascender em paz. Era o retrato que Müller, Silas e Sidney precisavam para lembrar que, em 1978, o companheiro deles havia sido a grande descoberta do único título nacional do Guarani.

E, por ironia do destino, justamente em cima do Guarani, era o pé salvador que a um minuto do final viria a colocá-los, tão jovens, numa das galerias mais seletas do São Paulo Futebol Clube. Quanto devem ter aprendido Muller e Sidney atuando com Careca entre eles? E Silas, tendo o camisa nove à sua frente, uma aula de bom posicionamento por jogo?

A partir dali, diretoria e torcida começaram a sonhar novamente com o título da Libertadores, que batera na trave na década anterior. Mas a decepção sul-americana deixou claro que meninos ganham campeonatos. Mas não qualquer campeonato ou a qualquer instante. A sensação de que tudo viria mediante ao simples desejo, sem tanto esforço, trouxe uma campanha frustrante na competição que, mais tarde, viria a ser o grande objeto de desejo da nação tricolor. Muller e Silas, os dois garotos daquela equipe que posteriormente obtiveram maior projeção, já tinham 21 anos ao conquistarem o bi nacional.

É tudo cada vez mais precoce no que rodeia o futebol brasileiro. O auge físico, a perfeição tática e a técnica apurada são alcançados muito mais cedo. Afinal, a Europa precisa levar jogadores prontos. O São Paulo montou um Centro Formador de Atletas. O nome é mais que sugestivo. Os clubes nacionais são centros vendedores de atletas. O Tricolor, berço dos Menudos, apenas notou que pode lucrar mais se vender um homem, e não um garoto aos 18 anos. Até a cartilha que rege a moradia dos jovens é baseada no que esperam os europeus.

Texto: Alexandre Lozetti



Menudo foi um grupo musical porto-riquenho, um fenômeno em toda a América latina numa extensão comparada apenas aos Beatles no mundo. Tal fenômeno foi o motivo do surgimento do apelido para a garotada do então técnico Cilinho, que futuramente seria substituido por Pepe. Eles encantaram todos os apreciadores do bom futebol.
Hoje o São Paulo colhe frutos que já vem plantando a muito tempo, com categorias de base invejáveis aos olhos de qualquer clube do mundo. O processo de formação e de integração desses jogadores com o grupo principal é prioridade no São Paulo.





quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Filial tricolor no Paraná.



Alex Cazumba, um dos indicados para jogar no Toledo


O São Paulo inova mais uma vez com uma parceria com clube paranaense. A idéia é emprestar jogadores que eram da categoria de base e não estão sendo aproveitados pelo técnico Muricy Ramalho. O clube que fechou a parceria foi o Toledo, e uma lista com mais de dez jogadores foi montada. O técnico do sub-17, Zé Sérgio e uma comissão técnica montada pelo São Paulo, podem ser os encarregados de comandar a equipe do Toledo com a garotada no campeonato paranaense. Jogadores como Sergio Mota e Alex Cazumba foram usados como exemplo, onde se encaixavam no perfil do acordo e poderiam participar do empréstimo. Os jogadores só serão emprestados se for de interesse de cada um participar do campeonato paranaense.


Emprestar jogadores que vem da base não é novidade no São Paulo, e normalmente a idéia vem dando certo. Jean e Hernanes passaram por essa fase, ganharam experiência em outro clube e retornaram ainda melhor para o clube do Morumbi.
Mais uma idéia pioneira da diretoria do São Paulo que já está sendo copiada pelo Paraná Clube, que emprestará jogadores e comissão técnica para o Iguaçu. É importantíssimo que jogadores que vem da base futuramente se integrem ao time principal do São Paulo e diminua os jogadores contratados de outras equipes. As categorias de base tem custo muito alto, estimado em mais de R$ 4 milhões por ano, e por isso precisa render resultados como os recentes jogadores revelados Breno, Hernanes e Jean.






domingo, 4 de janeiro de 2009

Oscar, será o novo Kaka???

O São Paulo estreou neste sábado na copinha com uma grande vitória, mas todos estavam atentos no meia-atacante Oscar. A estréia do São Paulo foi com autoridade numa goleada sobre o Ceará por 5 a 0, onde a equipe paulista jogou de forma bem agressiva, tocando bem a bola com passes rápidos. A postura da equipe foi elogiada pelo técnico tricolor Marcos Vizzolli.
Com gols de Oscar, Júlio Cézar e Bruno Formigoni e dois de Henrique a equipe mostrou o porquê é um dos favoritos a conquista da copinha.
O meia Oscar segue aos passos do ídolo Kaká, não só em campo, mas pelo seu comportamento extra-campo. Os profissionais que trabalham ao redor dele sempre o elogiam, príncipalmente o estilo de jogo, que tem características de um camisa 10, um ótimo passe aliado com uma velocidade impressionante.


Na copa São Paulo não é tão interessante fazer pressão na garotada para focar o título, e sim visar as promessas que futuramente possam se tornar craques e jogar na equipe principal ou ser bem negociado com outras equipes.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Hernanes, o melhor jogador do país.


O jornal uruguaio El país elegeu o volante Hernanes do São Paulo o melhor jogador do país na temporada de 2008, e o destaque da equipe na conquisa do Tri-Hexa campeonato brasileioro. Já a equipe treinada por Muricy Ramalho foi o destaque entre as equipes brasileiras eleito pelo jornal.
Foram consultados críticos especializados de 18 países do nosso continente que elegeram os principais times e jogadores de cada país.
Para o lado dos hermanos, o Boca Juniors, campeão do torneio Apertura, foi escolhido o melhor time argentino. Mas o jogador destaque não foi do Boca, e sim do vice-campeão sul-americano Estudientes. O jogador Juan Sebastián Verón foi eleito o melhor jogador da América.
Um jogador bem conhecido do futebol brasileiro eleito pelo jornal, foi o atacante paraguaio Salvador Cabañas, do América, que foi eleito o grande destaque do futebol mexicano.

Hernanes além de destaque, é o jogador mais valorizado no futebol sul-americano e com certeza não terá um longo futuro no futebol brasileiro, já que os olhos europeus estão voltados para o São Paulo.